Ídolo assina contrato nesta segunda (14) para sua quinta passagem à frente do clube do coração
Foto: Renato colecionou títulos nas passagens anteriores.
Mateus Bruxel / Agencia RBS Renato Portaluppi assinará contrato nesta segunda-feira para ser novo técnico do Grêmio pela quinta vez. Assim que foi confirmada a saída do técnico Luís Castro, na tarde deste domingo (13), o maior ídolo do clube virou a prioridade da direção.
Ainda na noite de domingo (13) ele deu o aceite para a oferta gremista. Chegou até a falar do retorno em postagem em seu Instagram ao lado da filha, mas o “anúncio” foi logo apagado.
Renato chega com duas missões: evitar o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e encarar as semifinais da Copa do Brasil, diante do Atlético-MG.
Nas outras, a passagens, Renato alcançou aquilo que se espera desta vez: campanhas de recuperação e títulos.
Além das boas campanhas, Renato é o técnico responsável pelo último trabalho vencedor. No comando, encerrou o jejum de 15 anos sem taças nacionais ou internacionais, naquela que é sua passagem mais vitoriosa no Grêmio.
Abaixo, Zero Hora relembra trajetória de Renato como técnico do Tricolor. Confira.
Em agosto de 2010, Silas foi demitido do comando técnico do Grêmio. Na ocasião, o Grêmio flertava com o rebaixamento.
Na derrota para o Fluminense na 13ª rodada, que custou o emprego de Silas, o time tinha duas vitórias em 13 jogos. Assim, o Tricolor ocupava a 18ª posição na tabela.
A chegada de Renato para sua primeira passagem ocasionou uma verdadeira reação. A boa campanha no segundo turno, aliado ao vice-campeonato do Goiás na Sul-Americana daquele ano, valeu vaga na Libertadores de 2011.
Apesar do aproveitamento de quase 60% no total (foram 66 jogos), o índice caiu em 2011. A eliminação na Libertadores e a perda do Gauchão para o Inter resultaram na saída, confirmada após empate em 2 a 2 contra o Avaí.
Em junho de 2013, após 91 partidas, Vanderlei Luxemburgo deixou o cargo de técnico do Grêmio. O escolhido para substituir o então treinador, no cargo desde fevereiro de 2012 foi, mais uma vez, Renato Portaluppi.
Exatamente dois anos após ser demitido, começava a segunda passagem do treinador pelo Grêmio. O contrato teria duração até o fim do ano.
Mais uma vez, recuperação e um bom Campeonato Brasileiro. O Grêmio acabou a competição como vice-campeão, com 65 pontos, 11 a menos que o campeão Cruzeiro — e, mais uma vez, garantido na Libertadores do ano seguinte.
No entanto, o trabalho foi interrompido, e a decisão foi por não renovar o contrato de Renato. À época, foram noticiadas possíveis divergências entre Renato e a diretoria, algo negado pelas partes.
Após o bom trabalho de Roger Machado em 2015, o nível de atuação caiu. O time passou a sofrer defensivamente e, mais uma vez, Renato foi chamado para corrigir os problemas.
A decisão se provaria acertada, e a parceria acabaria se tornando vitoriosa pela primeira vez. Com Renato, o Grêmio conquistaria os títulos da Copa do Brasil de 2016, da Libertadores de 2017 e a Recopa de 2018, além de três títulos estaduais.
No período, Renato também virou o técnico com mais jogos na história do Grêmio. A passagem marcou o encerramento do jejum de títulos de 15 anos, e a transformação de Renato em estátua na esplanada da Arena.
O trabalho mais longevo — e mais vitorioso — de Renato à frente do clube foi encerrado após a eliminação na terceira fase da pré-Libertadores de 2021, para o Del Valle. O ano seria ainda mais trágico sem Renato: ao fim daquele ano, o Tricolor seria rebaixado pela terceira vez à Série B.
Em um ano em que não decolava na Série B com Roger Machado, Renato mais uma vez foi “convocado” para assumir o Grêmio. Em setembro de 2022, foi anunciado com o objetivo de recolocar o time na elite do futebol, algo que foi atingido no fim da temporada.
A passagem ficou marcada especialmente pela quase conquista do Campeonato Brasileiro de 2023. Ancorado especialmente nas ótimas atuações do bola de ouro Luis Suárez, o Grêmio ficou com o vice-campeonato daquele ano, disputando o título até o fim com o Palmeiras.
No Brasileirão de 2024, o Grêmio terminou em 13°. A posição valeu uma vaga na Sul-Americana do ano seguinte.
A quarta passagem também ficou marcada pelo pior aproveitamento de Renato no comando do clube. Nos 141 jogos, foram 70 vitórias, 31 empates e 40 derrotas, um índice de 56,9% dos pontos conquistados.
Fonte : GZH
Foto : Mateus Bruxel / Agencia RBS
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