Semana começa diferente para jogadores e comissão técnica colorados, que poderão trabalhar sem tanta pressão externa após o resultado em Chapecó
Foto: Jogadores saudaram a torcida colorada que esteve presente na Arena Condá, no sábado.
Ricardo Duarte / Inter/Divulgação Pela primeira vez desde maio, o Inter terá uma reapresentação após uma vitória no Brasileirão. Nesta segunda-feira (14), quando se reencontrarem no CT Parque Gigante, jogadores, comissão técnica e dirigentes poderão, enfim, bater um papo sobre três pontos.
É a retomada da esperança de escapar do rebaixamento depois de um período conturbado e que teve até indícios de conformismo. O coração colorado voltou a bater, ainda que com ajuda de aparelhos.
Ganhar da lanterna Chapecoense era obrigação. Mas era obrigação também ganhar de Santos e Remo. É por esses resultados que o time luta contra a queda. Isso dito pelo técnico Paulo Pezzolano. Sem citar os times, obviamente, mas lamentando não ter mais pontos.
A forma como o Inter atuou em Chapecó está longe de ser a ideal. Mas foi bem parecida com algumas derrotas da equipe ao longo da campanha. O adversário, talvez, tenha tido mais volume. Mas dessa vez a eficiência estava ao lado dos colorados. Foram duas chances mais claras e dois gols.
Nesta segunda, haverá um momento importantíssimo da caminhada. Graças à doação de R$ 20 milhões por parte de Delcir Sonda, empresário e colorado, os jogadores receberão os atrasados ao longo do dia. Basta cair a transferência bancária. Pezzolano reconheceu a importância desse acerto:
— Não era desculpa para os resultados anteriores. Já falei isso outras vezes. Mas o pagamento ajudou. Porque são trabalhadores como quaisquer outros. Que recebem mais, é verdade. Mas também alguns deles têm famílias de 25, 30 pessoas, muita gente que depende deles.
Na prática, o pagamento em dia permite mais naturalidade nas cobranças. E isso pesa muito em futebol.
Pezzolano terá de pensar em um substituto para Villagra, que levou o terceiro cartão amarelo. E no esquema para enfrentar o São Paulo, que terá a Sul-Americana pela frente, contra o Boca Juniors. Pode ser um adversário leve ou pressionado.
Até pela tabela, não haverá tempo para brincadeiras, nem é jeitão de alívio. É só uma pequena reagida em um período tão duro. Um respiro em uma semana que teve protesto, encontro com torcida, viagem discreta, ajuda financeira e vitória.
Fonte : GZH
Foto : Ricardo Duarte / Inter/Divulgação
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