Camisa 10 foi titular contra o Flamengo e participou dos gols tanto na frente quanto atrás
Foto: Alan Patrick jogou 81 minutos na quarta-feira.
Ricardo Duarte / SC Internacional Uma das maiores surpresas do Inter no empate com o Flamengo, Alan Patrick ressurgiu no Inter. Escalado como espécie de segundo atacante, ele foi decisivo na partida, com presença no 1 a 1 nos aspectos positivo e negativo. Mas, em uma avaliação geral, saiu com saldo melhor do que tinha antes de a bola rolar.
Os números indicam sua boa criação. Mesmo em um jogo no qual o Inter teve menos de 30% de posse de bola, finalizou mais do que o adversário. Alan Patrick foi responsável por uma das 16 conclusões e deu passe direto para outras quatro. Uma delas, inclusive, a que gerou o chute de Carbonero e que, no rebote, Vitinho transformou em gol.
O problema foi defensivo. Em especial quando cansou, no meio do segundo tempo. Dois dos desarmes que sofreu viraram finalizações do adversário. Na primeira, Samuel Lino chutou por cima. Na segunda, Pedro bateu, Matheus Cunha defendeu, mas, no rebote, o Flamengo chegou ao empate. Sobre esse lance em específico, o técnico Paulo Pezzolano comentou:
— Ele fez um excelente jogo. No momento em que estava cansado, eu queria tirá-lo e tivemos cinco, seis minutos e a bola não saía.
Alan Patrick seria substituído aos 30 minutos. Era um escanteio para o Inter originado de uma finalização de Bernabei. O camisa 10 permaneceu em campo para executar uma jogada ensaiada, na qual acionou Bernabei, que bateu e o goleiro defendeu. De fato, o jogo não parou mais até que Samuel Lino empatasse, em jogada originada nesse desarme. Só então Calebe entrou em campo.
— Alan Patrick é o diferencial técnico, teve azar do árbitro não marcar falta, que até acho que foi — opina Iarley, um especialista nessa função exercida pelo capitão colorado.
Apesar do elogio, o camisa 10 de Yokohama não vê sequência no posicionamento do atual camisa 10 como atacante:
— Para uma estratégia específica, como a de quarta, ele pode ser usado como atacante, mas não como sua posição definitiva.
O fato de ser capitão também pesa em sua escalação. Internamente, Alan Patrick tem sido elogiado por ter uma postura séria e positivamesmo quando perdeu lugar entre os titulares. Pezzolano falou sobre o tema:
— Sempre falo com Alan Patrick. Temos um capitão que sabe bem o seu papel dentro do vestiário. Está fazendo muito bem. É um jogador de muita qualidade. Jogue pouco, jogue muito, vamos necessitar muito dele.
A tendência é de que Alan Patrick seja mantido na função para enfrentar o Corinthians. Os treinos de sexta e sábado serão decisivos, inclusive para avaliar a condição física.
Fonte : GZH
Foto : Ricardo Duarte / SC Internacional
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