Esposa foi nomeada para cargo de diretora-geral de Governo e Assuntos Estratégicos do Município
Foto: Prefeito Paulo Ricardo Cattaneo (MDB) e esposa, Gizeli Giongo Bordignon.
Prefeitura de Soledade / Divulgação O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) expediu recomendação ao prefeito de Soledade, Paulo Ricardo Cattaneo (MDB), para que exonere sua esposa, Gizeli Giongo Bordignon, do cargo de diretora-geral de Governo e Assuntos Estratégicos do Município.
A 4ª Promotoria de Justiça de Soledade, no norte do Estado, entendeu que a nomeação configuraria nepotismo.
Gizeli assumiu o cargo em fevereiro de 2026. Ao anunciar o nome da esposa, o prefeito Paulo Ricardo Cattaneo (MDB) afirmou que a escolha considerava “sua atuação e facilidade no atendimento ao público e no relacionamento institucional”.
A prefeitura também afirmou que mudança integrava ações voltadas à ampliação da participação feminina nos cargos de gestão do Executivo Municipal.
A recomendação do Ministério Público estabeleceu o prazo de dez dias, contados do recebimento do documento, para a exoneração. O ato administrativo de exoneração e informações quanto a data de encerramento das funções também deve ser encaminhado a Promotoria de Justiça.
O prefeito também deve se abster de nomear ou designar a esposa para outro cargo abrangido pela vedação constitucional ao nepotismo.
A esposa foi nomeada pelo prefeito para um cargo em comissão. Para o Ministério Público, a legislação municipal classifica o posto como cargo de direção e assessoramento. Nesse caso, não seria possível equipará-lo aos cargos de natureza eminentemente política, como cargos no secretariado municipal.
As atribuições do cargo de Gizeli previstas na legislação local incluem assistência direta ao prefeito, coordenação e supervisão das atividades do Gabinete, planejamento e monitoramento de políticas públicas e prestação de apoio técnico e estratégico.
Segundo o Ministério Público, essas características evidenciam a natureza administrativa do cargo, o que incidiria em nepotismo, prática vedada pelo Supremo Tribunal Federal.
— No caso investigado, a recomendação expedida pelo Ministério Público cumpriu sua função, corrigindo conduta possivelmente ímproba e evitando o ajuizamento de ação civil pública — afirmou o promotor de Justiça Marco Antônio de Sousa Magalhães.
Em resposta à reportagem de GZH Passo Fundo, o prefeito Paulo Ricardo Cattaneo disse que irá emitir posicionamento nesta quinta-feira (15), após consultar a área jurídica da prefeitura.
Fonte : GZH
Foto : Prefeitura de Soledade / Divulgação
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