» Gigante do agro, Expodireto chega aos 25 anos com crescimento expressivo em negócios

Gigante do agro, Expodireto chega aos 25 anos com crescimento expressivo em negócios



Primeira edição, em 2000, terminou com R$ 21 milhões em negociações; no ano passado, índice chegou a R$ 7,9 bilhões. Empresas que participam desde a primeira edição relembram a trajetória da feira

Foto: Feira é realizada desde os anos 2000 em Não-Me-Toque. Expodireto Cotrijal / Divulgação
24 de fevereiro de 2025

Prestes a completar 25 anos, a Expodireto Cotrijal tornou-se uma das maiores feiras do agronegócio internacional — hoje pessoas de mais de 70 países visitam o evento e os resultados têm se mantido na marca dos bilhões em negócios no parque de exposições em Não-Me-Toque, no norte gaúcho.

A primeira edição, entre 21 a 24 de março de 2000, nasceu em contexto no qual agricultores do norte gaúcho tinham pouco ou nenhum acesso à internet, o que fazia com que as feiras fossem os únicos meios para conhecer novos métodos de produção e novidades do mercado.

A iniciativa permitiu que a Expodireto já começasse em alta: naquela primeira edição, mais de 41,1 mil pessoas visitaram a feira que teve 114 expositores e terminou com R$ 21 milhões em negócios.

— Sentimos muito orgulho das contribuições da feira para o segmento, do espaço que ela proporciona como palco de importantes debates e reivindicações para o produtor rural e da credibilidade que ela conquistou ao longo destes anos — disse o presidente da Cotrijal, Nei César Manica.

As contribuições têm a ver com o objetivo principal da feira: aproximar o produtor rural do conhecimento e das novas tecnologias, seja através de uma conversa com profissionais da área ou palestras técnicas com demonstrações de produtos.

Quem acompanha essa história desde o começo é a empresa Stara, que tem sede em Não-Me-Toque e foi um dos primeiros expositores da feira.

— Como todo desafio, a Expodireto começou pequena e com bastante dificuldade, mas ano após ano foi crescendo e mostrando a sua relevância — contou a gerente de marketing da empresa, Cíntia Dal Vesco.

— Foram as empresas de Não-Me-Toque as primeiras que apoiaram esse sonho para que depois as maiores começassem a vir também — completa.

Stara / Divulgação
Estande da Stara em 2010 na Expodireto Cotrijal. Stara / Divulgação

Esse também é o caso da Jan Implementos Agrícolas, que faz parte da lista de instituições que abraçou a iniciativa da cooperativa no início dos anos 2000. Há 25 anos no mesmo terreno do parque, o gerente comercial da empresa, Claudiomiro Santos, afirma que fazer parte da história da feira é somar os valores do próprio negócio com o valor da marca Expodireto.

— Eu participo de todas as feiras do circuito nacional e até algumas internacionais, e nessas oportunidades eu encontro pessoas de outros estados e é imediata a associação da cidade de Não-Me-Toque com a Expodireto. Eu acredito que esse reconhecimento de saber que somos da cidade da feira não aconteça somente com a Jan — conta.

Expodireto Cotrijal / Divulgação
Feira teve mais de 41 mil visitantes na primeira edição, em março de 2000.Expodireto Cotrijal / Divulgação

Crescimento gradativo

Dentro do time de organizações pioneiras que participaram das primeiras edições da Expodireto e seguem presentes até hoje está a Emater. Para o presidente da organização, Luciano Schwerz, a feira é uma oportunidade para mostrar aos agricultores boas práticas agrícolas, de produção e manejo, sempre acompanhadas de inovação e tecnologia.

— O agricultor entende que precisa estar cada vez mais conectado com aquilo que tem de melhor para ser eficiente, gerar renda e garantir a sua permanência no campo — disse.

Schwerz elenca um conjunto de fatores responsáveis pelo sucesso da feira. Entre eles, a qualidade do evento e as oportunidades de negócio, conhecimento, diálogo e interação são pontos essenciais e que representam a longevidade do encontro.

Emater / Divulgação
Estande da Emater em 2004.Emater / Divulgação

— Eu diria que é um tripé que tem feito a feira crescer: a infraestrutura, a organização e o planejamento, junto com a qualidade das informações que estão presentes seja no espaço da Emater ou das outras empresas, que têm se qualificado muito, e também a busca do agricultor por inovação e por tecnologia — conclui.

Neste ano, os eventos da feira devem se voltar para as soluções aos desafios climáticos enfrentados no campo, uma prova de que a Expodireto acompanha os assuntos de seu tempo. Além da perspectiva otimista de negócios — só no ano passado foram mais de R$ 7,9 bilhões, quase 12,5% a mais que em 2023 —, o espaço serve para reunir pessoas de olho em um mesmo objetivo: melhorar as práticas e promover o desenvolvimento do meio rural.

— Nosso objetivo é que produtores e produtoras rurais se mantenham no campo e sigam desenvolvendo as suas propriedades, o que gera toda uma cadeia de prosperidade que envolve o agronegócio e toda a sociedade — terminou Mânica.

Fonte : GZH 
Foto : Expodireto Cotrijal / Divulgação

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