Deymar Borja será trabalhado pelo Tricolor, mas só poderá se transferir quando fizer 18 anos
Foto: Deymar Borja é uma das promessas do futebol equatoriano.
Guayas / Divulgação O Equador revelou bons jogadores nos últimos anos. Muitas promessas estão cumprindo as expectativas e brilhando no futebol europeu, como o volante Moisés Caicedo e o lateral Piero Hincapié.
A aposta em jovens equatorianos é vista com bons olhos, tanto para rendimento esportivo como financeiro, caso sejam bem trabalhados.
É com base nessa premissa que o Grêmio trouxe três atletas do país vizinho. O destaque é o meia Deymar Borja, 16 anos, jogador da seleção equatoriana de base. O atleta só poderá se transferir em definitivo para Porto Alegre quando fizer 18 anos.
O Tricolor já definiu cronograma de viagens do atleta ao Brasil para acelerar a adaptação ao futebol nacional. Zero Hora tentou contato com o clube para buscar mais informações sobre o jogador, mas o Grêmio não quis se manifestar.
Nas redes sociais é possível encontrar vídeos de Borja atuando pelo Guayas FC, clube de Guayaquil fundado em 2018 com objetivo de formar jogadores com potencial de venda para o Exterior.
As imagens mostram um jogador forte em comparação aos demais da mesma idade, habilidoso e que é preparado para ser um “todocampista”, com qualidade no meio de campo na fase ofensiva e defensiva.
— Um meia forte, criativo e versátil, que tem facilidade para finalizar de média distância. Ele demonstra boa capacidade de drible por ter habilidade de usar os dois pés com a mesma qualidade — analisa o perfil “El Scouter”, que mostra o desempenho de jogadores equatorianos nas redes sociais.
— É uma promessa. Porém, por vir de uma liga de nível inferior, ainda precisará comprovar essas qualidades em um patamar mais elevado — complementa.
O Guayas é um projeto que está em fase inicial, mas que mostra uma estrutura boa e com visão de futuro. O clube tem um processo de quatro etapas para que o jogador possa atuar em alto nível.
O primeiro passo é a captação de atletas com potencial esportivo e que sejam compromissados para iniciar o processo. A segunda etapa é a formação, na qual são trabalhados aspectos técnicos, táticos e disciplinares.
A terceira parte é de competência, em que os jogadores ganham experiência em torneios. Por fim, o atleta passa pela parte de projeção para seguir um caminho em novos cenários esportivos, principalmente fora do Equador.
— Conheço (o Guayas) e lá os jovens têm a chance de crescer esportivamente. É um baita projeto. É parecido com o Independiente Del Valle, mas em uma cidade menor — explica Frickson Erazo, ex-zagueiro equatoriano que jogou pelo Grêmio.
Ele esteve no início de agosto no Guayas para conhecer as instalações e falar com os jovens atletas. Apesar de não ter visto muito de Deymar Borja, Erazo acredita que o jogador possa dar certo pelo trabalho realizado pelo projeto.
Na convocação da seleção equatoriana sub-17 em março deste ano, quatro atletas do Guayas estiveram entre os relacionados. Foram mais convocados do que clubes tradicionais, como LDU e o Barcelona de Guayaquil.
Fonte : GZH
Foto : Guayas / Divulgação
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