Restos mortais tinham dentadura e prótese óssea, itens que nunca foram usados pela falecida em vida. Prefeitura abriu sindicância para apurar inconsistências
Foto: Ao verificar o local onde a mãe teria sido sepultada, filha descobriu que a gaveta já estava ocupada por outra pessoa.
Eduardo Krais / Grupo RBS Uma família de Cruz Alta, no noroeste gaúcho, busca esclarecimentos depois de receber restos mortais que não seriam de mulher sepultada em 2021. A prefeitura instaurou uma sindicância para apurar inconsistências na identificação da ossada.
De acordo com o relato da filha, que pediu para não ser identificada, a situação começou em abril de 2026, quando a família tentou transferir os restos mortais da mãe, que morreu aos 43 anos em março de 2021, em decorrência da covid-19, para um jazigo familiar, ambos no Cemitério Municipal de Cruz Alta.
O pedido, porém, foi negado pela administração do cemitério, que argumentou que, por se tratar de um sepultamento realizado durante a pandemia, seria necessário aguardar até 2027 devido a possibilidade de contaminação.
No início de outubro, uma pessoa que não faz parte da administração informou a família que os restos mortais da mulher haviam sido retirados da gaveta. Ao chegar no cemitério, a filha recebeu uma sacola identificada com o nome da mãe e, ao abrir, encontrou uma dentadura e estruturas metálicas fixadas aos ossos — itens que a mulher sepultada nunca usou em vida.
Além disso, a filha relata que, ao verificar o local onde a mãe teria sido sepultada, descobriu que a gaveta já estava ocupada por outra pessoa. A família afirma que não foi avisada previamente sobre a retirada dos restos mortais.
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