Time de Paulo Pezzolano ficou à frente em quase todo o jogo, levou um gol nos acréscimos e está há três meses sem ganhar pelo campeonato
Foto: Maripán lamentou pelo empate cedido no último lance
Bruno Todeschini / Grupo RBS Possivelmente nem se tivesse perdido para o Remo de goleada no Beira-Rio, o ambiente seria de tamanha decepção como foi nesta segunda-feira (17). Os quase 30 mil colorados sabiam que aquele tanto de chance perdida cobraria um preço, mas a forma como ocorreu o 1 a 1, com gol no último lance dos acréscimos, em uma falta cometida em um jogador de costas, deixou tudo ainda mais dolorido. E isso foi externado pelo técnico Paulo Pezzolano:
— É inacreditável como foi o empate. Eles quase não tiveram oportunidades. É o golpe mais duro que recebemos no campeonato.
Matheus Bahia, um dos melhores em campo, resumiu o jogo:
— Não fomos efetivos. Não foi uma atuação ruim. Criamos muitas chances e não fizemos.
Depois de sair praticamente com 1 a 0, já que Carbonero abriu o placar aos dois minutos, o Inter não conseguiu ampliar a vantagem, desperdiçou muitas chances e viu dois pontos escorrerem pelas mãos. Até ficou fora da zona de rebaixamento, mas tem um jogo a mais do que o Mirassol, o primeiro do Z-4.
Mas quaisquer contas, quaisquer prognósticos só podem ser feitos quando o Inter voltar a vencer.
Pelo Brasileirão, a última vitória foi em 16 de maio, contra o Vasco. É o penúltimo em aproveitamento entre os mandantes. Com esses números, vai a lugar nenhum.
— Estamos em dívida em casa. É incrível que percamos pontos como esses de hoje. Fica difícil de entender. Temos de melhorar, nossa salvação para ficar na primeira divisão está em casa e não fora. Precisamos ganhar.
Pelo menos 10 vezes Pezzolano usou o verbo “ganhar”. Ele reconheceu não entender o que acontece. Perguntado sobre não encontrar as razões para tamanho desperdício de pontos, respondeu:
— Não acho que “perdido” seja a palavra, mas surpreso. Por que acontecem coisas assim? Nunca tinha passado comigo. Quando perde um jogo porque é pior, ok. Mas tantos pontos assim… não sei. O que precisamos é ganhar.
O técnico, mais uma vez, se mostrou parceiro da direção. Não pediu reforços, não reclamou do grupo. Evitou comentar sobre o centroavante Sanabria, da Cremonese, que está a caminho do Beira-Rio, e de Eliasson, que chegou e será apresentado na quarta-feira. Mas os resultados estão escancarando a necessidade de reforços.
Até porque tem um Gre-Nal no caminho. Daqui a uma semana e meia, os rivais se encontram pelas quartas de final da Copa do Brasil. Um clássico que pode dar novo fôlego ou afundar definitivamente.
— O Brasileirão é a competição mais importante. Mas estamos em um clube gigante, que precisa disputar tudo. Inter e Grêmio estão em momento parecidos, temos de saber enfrentar esses jogos. O Gre-Nal é bom para a cidade, para todos. Ganhar seria bom para todos — analisou Pezzolano.
O desafio é chegar em uma condição menos complicada até lá.
Fonte : GZH
Foto : Bruno Todeschini / Grupo RBS
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