Aliado de Zucco projeta falta de dinheiro para salários de servidores no primeiro semestre de 2027 - Agora Já -

Aliado de Zucco projeta falta de dinheiro para salários de servidores no primeiro semestre de 2027



Deputado Gustavo Victorino (Republicanos) disse a empresários que, se nada de novo acontecer, o RS voltará a enfrentar dificuldades para cumprir com obrigações básicas

Foto: Victorino foi um dos participantes do Tá na Mesa, promovido pela Federasul, nesta quarta-feira (4). Gabinete Gustavo Victorino / Divulgação
4 de novembro de 2026

O deputado estadual Gustavo Victorino (Republicanos), aliado do governador eleito Luciano Zucco (PL), projetou nesta quarta-feira (4) que o Rio Grande do Sul voltará a viver tempos sem dinheiro em caixa para pagar os salários dos servidores estaduais a partir do primeiro semestre de 2027.

Victorino, que se elegeu deputado federal e assumirá o novo cargo em 2027, disse que, se nada de diferente acontecer, o Estado voltará a pagar a dívida com a União e faltarão recursos para quitar mensalmente os salários do funcionalismo.

— Alguém tem que dizer a verdade, e a verdade é que o Rio Grande do Sul é um Estado pré-falimentar. Anotem: se nada acontecer, ainda no primeiro semestre (de 2027) vai faltar dinheiro para os salários (dos servidores). Alguém tem que dizer isso! Cabe a nós lutar em Brasília para que a gente tente mudar esse cenário — disse, durante o evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul, em Porto Alegre.

A esperança do parlamentar para evitar a calamidade fiscal do Estado passa pela renegociação da dívida com a União, por um lado, e pela judicialização do caso, por outro.

— Como é que a gente muda esse cenário? Primeiro aspecto: nós temos uma tábua jurídica ainda que é uma ação da OAB que continua tramitando. Não adianta a gente ficar dizendo que vamos equacionar as contas. Não vamos, não tem como pagar a nossa dívida. E cabe a nós parlamentares aqui tentar mudar esse cenário em Brasília, em interlocução com o governo federal — acrescentou Victorino.

A falta de dinheiro para quitar os vencimentos dos servidores não é uma possibilidade que vem sendo aventada pelo atual governo de Eduardo Leite. Ao apresentar o projeto de orçamento de 2027, com previsão de déficit de 4,8 bilhões, Leite classificou a situação das contas do Estado como um “equilíbrio fiscal frágil”. O relatório da Lei Orçamentária Anual deve ser apresentado na Assembleia na próxima segunda-feira (9), pelo deputado Claudio Branchieri (PL).

Em maio de 2027, o Estado voltará a pagar a parcela mensal da dívida — pagamentos que foram suspensos em 2024 como parte da ajuda proposta pelo governo federal ao RS por conta dos danos causados pelas enchentes.

A retomada da quitação do passivo custará aos cofres gaúchos, no melhor cenário, R$ 2,1 bilhões em 2027 (entre pagamentos diretos, depósitos exigidos para um fundo federativo e a retomada da quitação de financiamentos relacionados). Esta conjuntura leva em conta a adesão do Estado ao “pacote premium” do Propag (nova renegociação da dívida com a União).

Fonte : GZH 

Foto : Gabinete Gustavo Victorino / Divulgação


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