Equipe mostrou evolução após dois jogos sob novo comando
Foto: Em dua partidas pelo Inter, Eduardo Baptista tem uma vitória e um empate.
Ricardo Duarte / Inter,Divulgação A mudança de técnico sempre traz uma renovação de ares em um clube de futebol. E Eduardo Baptista fez exatamente isso nestas três semanas de Inter. Mais do que inovações táticas ou grandiosas jogadas ensaiadas, o que o treinador fez, na comparação com Paulo Pezzolano, foi tentar trazer de volta a concentração ao time. E dar uma aliviada no ambiente.
Baptista não exatamente do tipo resenha. Mas procurou todos os jogadores do grupo para conversar. Colocou na cabeça que alguns atletas mereciam mais atenção, como Thiago Maia. Sua ideia era recuperar o volante, mesmo sabendo que seu contrato se encerra no final do ano e que não há perspectiva de renovação. Ao menos por ora.
Desde o primeiro dia, deixou claro que faria um pequeno ajuste no desenho da equipe. Em vez de um híbrido de 3-5-2 e 4-4-2, definiria o modelo de três zagueiros. Pensou em começar com Maripán e Mercado, mas logo entendeu que um defensor canhoto, Juninho, seria mais fácil para fazer a cobertura a Bernabei. Então, tratou de conversar com o zagueiro e devolver confiança.
Outro que ganhou sua confiança foi Alerrandro. No dia da apresentação, fez questão de elogiar o centroavante. Depois, o procurou, conversou, lembrou de quando ele foi goleador do Brasileirão, há duas temporadas, pelo Vitória, e pediu que acreditasse em si.
E teve Anthoni. A dúvida para o gol foi dirimida após bastante papo com seus auxiliares e com o treinador de goleiros, Rogério Maia. Demorou até domingo, três dias antes da estreia, para definir o titular. Tomou a decisão por si, mas com muita consulta. Chamou Anthoni e Matheus Cunha, falou com os dois separadamente e bancou sua decisão.
Essas foram as conversas individuais. Mas teve também papo coletivo. O pedido era para ter concentração. Para isso, usou uma técnica. Ele manteve a ideia de Pezzolano de tentar uma saída de bola ensaiada. Contra o Corinthians, virou tiro de meta por pouco. Mas aquilo ajudou a deixar o time ligado para recuperar a bola e fazer um gol cedo.
Baptista cobra agressividade. Tanto que fez o dobro de desarmes na comparação com os dois últimos jogos de Pezzolano. E não se constrange em parar a jogada caso a pressão não funcione.
Segundo pessoas próximas, o passo seguinte na gestão Baptista será apresentar alternativas táticas. Ele definiu um modelo, escalou seus titulares e trabalhou para consolidá-los. Agora, vai aprofundar planos B e C. São suas armas para salvar o Inter. E, ao mesmo tempo, implantar seu estilo.
Fonte : GZH
Foto : Ricardo Duarte / Inter, Divulgação
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