Moradores relatam dificuldades em serviços comuns no dia a dia por conta da falta de energia
Foto: Iza Largo precisou colocar os alimentos da geladeira fora por conta da falta de energia em sua residência.
Caroline Batista / Grupo RBS São Luiz Gonzaga, no noroeste do Estado, tenta se recuperar dos estragos provocados pelo forte temporal que atingiu o município nos últimos dias. O vendaval causou danos em residências, prédios públicos, escolas, propriedades rurais e redes de energia elétrica, afetando mais de 1,2 mil pessoas, algumas ainda estão sem luz.
Neste momento, conforme a Defesa Civil, cerca de 500 residências, entre áreas urbanas e rurais, tiveram telhados danificados ou sofreram algum outro tipo de avaria. Também foram registradas 36 árvores caídas, sete edificações comerciais atingidas, três unidades de saúde com danos estruturais e sete escolas municipais afetadas.
Além dos danos estruturais, a interrupção no fornecimento de energia elétrica passou a ser uma das principais preocupações dos moradores. A agricultora Letícia Rodrigues relata que está sem energia desde o temporal registrado na segunda-feira.
— Desde segunda-feira (28), às 23h, terminou a luz. Passei o dia inteiro e a noite sem energia. Tenho criança pequena em casa. Tudo o que estava na geladeira estragou e tive de jogar fora. Com criança fica difícil — relata.
A aposentada Iza Largo também convive com os transtornos causados pela falta de energia. Os alimentos contidos na geladeira tiveram que ser colocados fora pelo tempo sem refrigeração.
— Estou sem energia desde segunda à noite. Ficamos sem luz, sem água e sem internet. Os alimentos estragaram e tive de jogar tudo fora. Tenho uma mãe acamada e somos só nós duas em casa — conta.
O Hospital São Luiz Gonzaga foi um dos locais mais atingidos. Parte significativa da cobertura foi danificada pelo vendaval, embora os atendimentos tenham sido mantidos.
No interior do município, os prejuízos também foram expressivos. 12 galpões ficaram destruídos, três estufas de hortifrutigranjeiros comprometidas e seis pivôs de irrigação tombados pela força do vento. As equipes seguem percorrendo comunidades como São João Batista, Santa Ana, Gaudério e Rincão dos Oliveira para avaliar os impactos nas lavouras e propriedades rurais.
Outro afetado foi jornalista Ricardo Marques, que relata que uma quadra próxima ao centro da cidade permaneceu vários dias sem serviço, mesmo após dezenas de protocolos registrados.
— A luz caiu na noite de segunda e seguimos sem energia até a manhã desta quinta-feira (1º). Foram dezenas de contatos e promessas de retorno que não se concretizaram — afirma.
Segundo ele, os prejuízos se acumulam.
— Tivemos alimentos estragados, freezer vazando água e dificuldades na rotina da família. A situação ficou bastante complicada — relata.

A Cooperativa Cermissões informou que boa parte dos consumidores do interior já teve o fornecimento restabelecido e que os trabalhos continuam concentrados na substituição de postes, reconstrução de redes e recuperação das estruturas danificadas.
Já a CPFL informou que ainda havia 320 clientes em atendimento e que as equipes permanecem mobilizadas para normalizar completamente o serviço. A concessionária também orienta a população a não se aproximar de fios caídos ou estruturas danificadas, mesmo que aparentem estar sem energia.
Fonte : GZH
Foto : Caroline Batista / Grupo RBS
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