Goleiro tem a missão de reverter a desconfiança e salvar a defesa colorada no clássico de quinta-feira
Foto: Matheus Cunha se prepara para o Gre-Nal 454.
Jonnie Batista / Inter, Divulgação O nono jogo de Matheus Cunha pelo Inter será o mais importante de sua curta trajetória. Na Arena, contra o Grêmio, ele tem a missão de defender a classificação colorada às semifinais da Copa do Brasil. É uma quinta-feira (3) determinante não apenas para o clube, mas também para o goleiro, que tenta retomar sua carreira e se consolidar na elite do futebol nacional.
Matheus Cunha chegou ao Inter após viver um péssimo momento no Cruzeiro. Em seus 12 jogos pelo clube mineiro, não conseguiu se firmar. Para piorar, virou centro de uma polêmica, quando um vídeo sobre suas falhas foi repassado no grupo de jogadores pelo volante Walace. A brincadeira (involuntária ou não) pegou mal e os dois ficaram inviabilizados. Era o terceiro reserva em Belo Horizonte quando chegou ao Inter.
O momento em Minas Gerais contrastava com a expectativa criada em seus tempos de guri. Cria da base do São Paulo, surgiu como uma promessa em Cotia. Natural de Tupi Paulista, mudou-se para a capital aos 13 anos para morar na concentração dos meninos. A família vendeu rifa e fez vaquinha para conseguir mantê-lo por lá.
— Isso nos deixa mais fortes e sabendo de onde viemos e o que passamos para chegar até aqui. São histórias para contar — disse Matheus Cunha à ESPN.
A resposta foi boa inicialmente, com convocações para diversas categorias da seleção de base. Quando seu contrato se aproximava do fim, recebeu uma proposta do Flamengo, contou com o aval de Rogério Ceni e assinou com os cariocas.
Seus primeiros jogos no profissional foram disputados em 2022, no Campeonato Carioca. Em 2023, firmou-se na equipe. Foram 36 jogos como titular, convocação para a seleção pré-olímpica e referência na posição. Em agosto, o Flamengo recebeu uma proposta do Nottingham Forest de quase 10 milhões de euros (mais de R$ 50 milhões à época) e rejeitou. Era seu auge.
No entanto, o bom momento durou até a partida de ida da decisão da Copa do Brasil. A derrota por 1 a 0 para o São Paulo no Maracanã foi sua última partida naquela temporada. Virou reserva de Rossi.
Entrou em algumas oportunidades durante 2024 e 2025, mas sem a mesma constância. Perdeu espaço e acertou um pré-contrato com o Cruzeiro para 2026.
No Inter, chegou por empréstimo até a metade de 2027. Em sua estreia, contra o Flamengo, mostrou boas credenciais, com defesas difíceis e um bom empate em 1 a 1. Repetiu o bom desempenho contra o Corinthians, na única vitória colorada pós-Copa, 2 a 0, pela Copa do Brasil. Na partida de volta, falhou nos gols do Timão, mas ainda assim a equipe se classificou.
Segurou o poderoso ataque do Palmeiras no confronto seguinte. Mas veio o duelo com o Remo e a quebra da sequência. Falhou no gol de empate dos adversários nos acréscimos e, desde esse compromisso, os colorados estão penando. Não levou gols nem do Atlético-MG nem do Grêmio, mas errou no terceiro do Bahia, no domingo.
Por isso, chega ao Gre-Nal sob desconfiança. O clássico será um divisor de águas em sua passagem colorada. Pode entrar na história de forma positiva ou negativa. É recém seu nono jogo e tem tudo para ser o mais importante de sua trajetória no Inter.
Fonte : GZH
Foto : Jonnie Batista / Inter, Divulgação
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