Vítima foi localizada em imóvel usado como cativeiro e apresentava sinais de agressões físicas, segundo a Polícia Civil
Foto: O jovem foi localizado em Tramandaí, no litoral norte.
Polícia Civil / Divulgação Um jovem de 24 anos, identificado como Mateus Turski, morador de Barão de Cotegipe, no norte do Estado, foi resgatado pela Polícia Civil após ser mantido em cárcere privado por integrantes de um grupo criminoso em Tramandaí, no litoral norte.
O resgate ocorreu nesta quarta-feira (26), durante uma ação coordenada pelo delegado Alexandre Souza. A investigação começou após a mãe da vítima procurar as autoridades relatando que vinha recebendo ligações e mensagens exigindo o pagamento de R$ 900 para que o filho fosse libertado.
Diante da gravidade do caso e do risco à integridade da vítima, policiais da Seção de Investigação da Delegacia de Polícia de Tramandaí iniciaram diligências para localizar o possível cativeiro. Com base nos elementos levantados durante as apurações, os agentes identificaram uma residência no bairro Parque dos Presidentes.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o jovem dentro do imóvel e confirmaram a situação de cárcere privado. Um suspeito conseguiu fugir pelos fundos da residência antes da entrada da equipe e segue sendo procurado.
Mateus foi encaminhado para atendimento médico. Conforme relato prestado aos policiais, ela teria sido agredida pelos criminosos e apresentava hematomas pelo corpo e um dente quebrado. Ele também informou que permaneceu privado de liberdade, com pouca alimentação e sem acesso a telefone celular.
A Polícia Civil informou que o jovem estava morando em Tramandaí havia cerca de dois meses. Após os atendimentos médicos e os procedimentos de polícia judiciária, foi providenciado seu retorno a Barão de Cotegipe.
A mãe informou às autoridades que não conseguia contato com o filho desde junho. As investigações avançaram quando surgiram informações de que ele poderia estar sendo mantido contra a própria vontade e que criminosos estariam exigindo dinheiro da família.
Segundo a Polícia Civil, os principais suspeitos já foram identificados. Com base nas provas reunidas até o momento, a autoridade policial deverá representar pela prisão preventiva dos investigados.
O caso segue sendo investigado para apurar a participação de outros envolvidos e esclarecer possíveis crimes de extorsão mediante sequestro, cárcere privado, tortura e organização criminosa.
Fonte : GZH
Foto : Polícia Civil / Divulgação
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