Árbitra de Cruz Alta que morreu após transplante de coração sonhava com volta aos gramados - Agora Já -

Árbitra de Cruz Alta que morreu após transplante de coração sonhava com volta aos gramados



Amanda Santos da Rocha enfrentou complicações cardíacas associadas a uma infecção bacteriana

Foto: Dedicada, cheia de luz e apaixonada pelo que fazia: assim descrevem amigos e familiares de Amanda. Arquivo pessoal / Divulgação
25 de setembro de 2026

Depois de enfrentar uma grave doença cardíaca e receber um transplante de coração, a árbitra assistente de futebol Amanda Santos da Rocha morreu na terça-feira (22), aos 32 anos, em Cruz Alta, no noroeste gaúcho. A morte foi causada por complicações cardíacas associadas a uma infecção bacteriana.

Segundo a família, Amanda fazia planos para voltar aos gramados após meses de internação. Ela recebeu o transplante de coração em dezembro de 2025. Depois da alta, em fevereiro de 2026, começou a recuperar a vida aos poucos.

— Ela queria muito voltar a trabalhar. Não queria ficar encostada. Ela queria ficar bem e voltar para a arbitragem — conta a mãe, Vanda Santos da Rocha.

Mãe de duas filhas, de 11 e quatro anos, Amanda é descrita como uma mulher ativa, dedicada e amiga de todos. A arbitragem tinha um significado especial para a cruz-altense: ela conheceu a atividade por meio de amigas, fez curso na Federação Gaúcha de Futsal e atuava no futebol amador como árbitra assistente. Formada em Educação Física, ganhava a vida através do esporte.

— Eu gostaria que as pessoas lembrassem dela pela humildade e coração bom que ela tinha. Ela tirava dela pra dar pros outros. Ela amava todo mundo de uma maneira igual — disse Vanda.

Maria Lúcia Fagundes Ferreira, conhecida como Lucinha, era amiga de Amanda desde 2014 e descreve a árbitra como uma pessoa ativa, responsável e dedicada:

— Ela era muito pra frente. Uma pessoa amiga, cordial, muito bem-educada com os colegas e com as pessoas. Era a luz no caminho de muitos, inclusive no meu.

No ano passado, foi Amanda quem a incentivou para voltar a atuar como bandeirinha depois de 11 anos afastada da função:

— Ela disse: “Vai, minha “vetéra”, vai, porque tu consegue” — lembra Lucinha.

Amanda passou a enfrentar uma sequência de internações depois de um desmaio em casa. Em novembro de 2025, após realizar ecocardiograma, foi encaminhada para a UTI do Hospital São Vicente de Paulo, em Cruz Alta, e posteriormente transferida para Porto Alegre. A família passou a esperar por um coração compatível, o que se confirmou em 27 de dezembro.

O companheiro de Amanda, o jogador de futsal Willian Bigode, lembra da garra da esposa e o desafio de explicar a perda para as filhas do casal:

“Tenho orgulho de ter feito parte da vida dela, direi a todos que foi uma excelente mulher e mamãe. Agora ela virou uma estrela” , desabafa.

Fonte : GZH 

Foto : Arquivo pessoal / Divulgação


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