Filho de Nelsinho Baptista pode assumir o cargo que foi do pai há 30 anos
Foto: Juventude foi um dos 14 clubes comandados por Eduardo Baptista.
Fernando Alves / E.C. Juventude / Divulgação Talvez o momento mais marcante de Eduardo Baptista no futebol brasileiro tenha sido fora de campo. Em 2017, quando treinava o Palmeiras em uma partida da Libertadores, o treinador se exaltou numa coletiva após saber de uma notícia que o chamava de “maleável”.
Entre gritos e socos na mesa, o Baptista afirmou:
— Sou um cara sério. Vocês conhecem minha família. Tento respeitar e passar o máximo de informação. Falar que sou maleável é ofender o homem. Sou homem para c*. Sou um cara muito sério. Batalhei para estar aqui. Exijo respeito. Essa pessoa não falou quem era a sua fonte. Eu sou responsável.
Na ocasião, em que o Palmeiras havia sido eliminado pelo Peñarol da Libertadores, o treinador desabafou contra a postagem do jornalista Juca Kfouri, do Uol, que escreveu sobre o diretor de futebol Alexandre Mattos ter convencido Baptista a escalar Roger Guedes naquela partida.
Independentemente do desfecho da história, este foi um momento atípico do treinador, que sempre foi considerado calmo à beira do campo ao longo de sua carreira.
Sua família é conhecida no futebol. Seu pai, Nelsinho Baptista, treinou o Inter em 1996. Clube em que Eduardo agora é o favorito para assumir após a queda de Paulo Pezzolano.
Caso isso se concretize, este será o 15º clube da carreira do treinador.
Trajetória que começou como assistente do pai. Teve sua primeira oportunidade como técnico em 2014, no Sport, ficando por duas temporadas e conquistando a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano, até se transferir para o Fluminense.
Em 2016 foi para a Ponte Preta e se destacou com uma sólida campanha no Brasileirão. O Palmeiras gostou do trabalho e contratou Baptista para a Libertadores de 2017. O resultado, como visto acima, não foi positivo.
A partir disso, o treinador começou a rodar por diversos clubes dos mais diversos lugares do Brasil. Do Athletico-PR retornou para a Ponte Preta. Depois, foi para o Coritiba em 2018, mas na metade do ano já estava de volta ao Sport.
Em 2019 treinou apenas o Vila Nova. No ano seguinte, passagens por CSA e Mirassol. 2021 teve o Remo e novamente o Mirassol. Na temporada 2022 veio ao Rio Grande do Sul para treinar o Juventude. Porém, no mesmo ano passou por Atlético-GO e Novorizontino.
Pelo clube paulista teve destaque e ficou por duas temporadas e meia. Ele deixou o cargo em abril de 2025 e no mês seguinte assumiu o Criciúma, onde segue até o momento.
Na coletiva após o jogo contra o Operário, Baptista negou acerto sobre com o Inter:
— Não tive contato nenhum. Já me colocaram no Sport, no Remo, me colocaram em diversos times. Não procede.
No entanto, há informações de um acerto entre o clube e o treinador, que pode ser anunciado nesta quarta-feira (23) para tentar salvar o Inter do rebaixamento no Brasileirão.
Fonte : GZH
Foto : Fernando Alves / E.C. Juventude / Divulgação
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