Quem era Vanessa Ricarte, jornalista morta a facadas horas após conseguir medida protetiva contra ex-noivo - Agora Já -

Quem era Vanessa Ricarte, jornalista morta a facadas horas após conseguir medida protetiva contra ex-noivo



Caso na última quarta-feira em Campo Grande (MS). O ex-companheiro da vítima foi preso em flagrante

Foto: Vanessa Ricarte era jornalista e servidora do MPT. Instagram Vanessa Ricarte / Reprodução
14 de fevereiro de 2025

A polícia investiga a morte da jornalista Vanessa Ricarte, 42 anos, morta a facadas horas após conseguir medida protetiva contra ex-noivo em Campo Grande (MS).

Horas antes do crime, ela havia registrado um boletim de ocorrência contra o antigo companheiro, cujo nome é Caio Nascimento, na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e obtido uma medida protetiva, conforme informado pelo g1.

O caso ocorreu no final da tarde de quarta-feira (12), no apartamento de Vanessa. No momento do crime, ela estava no local para buscar seus pertences. A investigação aponta que Nascimento, então, a atacou com três golpes de faca, atingindo-a no tórax. A jornalista foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu. Preso em flagrante pela Polícia Militar, o criminoso foi encaminhado para a Deam.

Quem era Vanessa Ricarte?

Natural de Três Lagoas (MS), Vanessa era graduada em Jornalismo e servidora do Ministério Público do Trabalho (MPT). Além disso, mantinha um perfil ativo nas redes sociais. Com mais de 4 mil seguidores, ela fazia postagens sobre as temáticas que gostava, como literatura, música e jornalismo.

Em seu post fixado, ela explicava o que desejava para a comunidade que estava criando na página: “Que este seja um espaço de inspiração, construção e troca. Decidi sair do casulo e vou dividir com vocês o conhecimento que adquiri através da teoria, observação, aplicação prática, erros e acertos”.

Início na internet

Em 2013, quando a criação de conteúdo  na internet estava em fase inicial, Vanessa criou um blog sobre bem-estar com o amigo Fabrício Bazé. Eles compartilhavam experiências sobre busca de qualidade de vida.

A página, que chegou a ter 1,5 mil compartilhamentos no Facebook. Na rede social, ela e Bazé também iniciaram o grupo Reeducação Alimentar (R.A.), onde internautas dividiam fotos e postavam comentários sobre o processo de emagrecimento.

Como pedir ajuda

Em caso de violência doméstica ou agressão, é possível pedir ajuda através dos seguintes canais:

Brigada Militar – 190

  • Se a violência estiver acontecendo, a vítima ou qualquer outra pessoa deve ligar imediatamente para o 190. O atendimento é 24 horas em todo o Estado.

Polícia Civil

  • Se a violência já aconteceu, a vítima deverá ir, preferencialmente à Delegacia da Mulher, onde houver, ou a qualquer Delegacia de Polícia para fazer o boletim de ocorrência e solicitar as medidas protetivas.
  • Em Porto Alegre, há duas Delegacias da Mulher. Uma fica na Rua Professor Freitas e Castro, junto ao Palácio da Polícia, no bairro Azenha. Os telefones são (51) 3288-2173 ou 3288-2327 ou 3288-2172 ou 197 (emergências).
  • A outra fica entre as zonas Leste e Norte, na Rua Tenente Ary Tarrago, 685, no Morro Santana. A repartição conta com uma equipe de sete policiais e funciona de segunda a sexta, das 8h30min ao meio-dia e das 13h30min às 18h.
  • As ocorrências também podem ser registradas em outras delegacias. Há DPs especializadas no Estado. Confira a lista neste link.

Delegacia Online

  • É possível registrar o fato pela Delegacia Online, sem ter que ir até a delegacia, o que também facilita a solicitação de medidas protetivas de urgência.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas – Disque 180

  • Recebe denúncias ou relatos de violência contra a mulher, reclamações sobre os serviços de rede, orienta sobre direitos e acerca dos locais onde a vítima pode receber atendimento. A denúncia será investigada e a vítima receberá atendimento necessário, inclusive medidas protetivas, se for o caso. A denúncia pode ser anônima. A Central funciona diariamente, 24 horas, e pode ser acionada de qualquer lugar do Brasil.

Defensoria Pública – Disque 0800-644-5556

  • Para orientação quanto aos seus direitos e deveres, a vítima poderá procurar a Defensoria Pública, na sua cidade ou, se for o caso, consultar advogado(a).

Centros de Referência de Atendimento à Mulher

  • Espaços de acolhimento/atendimento psicológico e social, orientação e encaminhamento jurídico à mulher em situação de violência.
Fonte : GZH 
Fonte : Instagram Vanessa Ricarte / Reprodução

 


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